Cinto de castidade para…homens!

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Falar em cintos de castidades não é novidade para ninguém. Mas, por norma, fala-se nisso para mulheres.

Segundo o mito, a origem destes acessórios remete à idade média, quando os maridos obrigavam as esposas a usá-los enquanto eles lutavam na guerra ou simplesmente se ausentavam por um longo tempo, para evitar infidelidades sexuais. Era para manter as meninas sem quaisquer ansiedades…

É dito que o cadeado que trancava o antigo cinto de castidade tinha duas chaves: uma ficava com o marido e a outra com o sacerdote. Se o marido não voltasse no período de quatro anos, o sacerdote poderia libertar a mulher da ‘prisão sexual’.

E se este tema já dá polémica, então imaginem um cinto de castidade para homens.

O que é que já não se fala por aí.

Na montra de uma loja no centro de Nairobi, um manequim destaca-se por estar com uma cobertura metálica sobre os órgãos genitais: esse é o polémico cinto de castidade para homens que começou a ser comercializado com o pretexto de proteger os quenianos de suas mulheres.

A cueca de ferro, que é trancada com um cadeado de ‘extrema segurança’, passou a ocupar um lugar entre ternos, camisas e gravatas já há algumas semanas, após ser noticiado o caso de uma mulher da cidade de Nyeri que cortou o pénis do marido como vingança por infidelidade. Eh lá, isto é que é uma senhora revoltada e vingativa!

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O incidente inspirou o proprietário deste estabelecimento que, com chapas de metal e um grande cadeado, descobriu um meio de proteger os genitais masculinos contra de mulheres violentas. Bom, mais vale prevenir que remediar. Sempre se ouviu dizer, não?

“Depois dos incidentes ocorridos em Nyeri, procuramos algo como isto. Todos sabem que é melhor prevenir do que remediar, então desenvolvemos essa ideia, para prevenir”, disse Efe Kelvin Omondi, funcionário da pequena loja em Koinange Street, no centro da capital queniana.

Por enquanto, esta ideia ainda não teve uma grande adesão, apenas oito pessoas foram à loja interessadas neste acessório que pode ser feito à medida por 1200 xelins (cerca de 10 euros).

Desde que o cinto de castidade apareceu na montra desta loja, claro que se passaram a formar diversas opiniões no que toca ao tema. As pessoas que passam pela loja ficam surpresas quando vêem o acessório. Afirmam mesmo que parece ser um acessório tirado da idade média.

Boniface, cliente habitual da loja, disse a Efe Kelvin Omondi que o cinto parece uma ‘óptima ideia’ para proteger as partes íntimas masculinas das mulheres irritadas.

“Se as mulheres forem ao extremo, nós também temos que fazer o mesmo”, afirmou o cliente.

Olhem senhores deste mundo, apesar de tudo não é uma ideia assim tão estapafúrdia!

Por outro lado, outro queniano observa estupefacto a invenção e, entre risos, pergunta se o produto realmente está à venda ou se é uma piada. “Eu não preciso de uma coisa dessas”, disse com cara de espanto. Não precisa até ao dia…não pense ele em cometer loucuras fora do casamento que vai ver o que lhe acontece. Aí sim, vai a correr até à loja…

O sucesso desta invenção ainda é questionado, já que parece pouco provável que o incidente de Nyemi se torne uma preocupação real e generalizada entre os quenianos. Além disso, é complicado imaginar um homem a andar sem dificuldades com um acessório deste género. Rígido e pesado.

Boniface defende a criação do cinto. Segundo ele, “quando se trata de segurança, a comodidade não importa”. Vá, quer dizer, mais ou menos…andar o dia todo assim, não deve ser muito bom!

Na mesma linha, Efe Kelvin Omondi também se mostra optimista sobre a probabilidade deste cinto de castidade ser um sucesso, apesar de ainda não ter vendido nenhuma unidade.

“Os assuntos familiares são um tema tabu no Quênia e resolvem-se em casa. Este cinto é uma boa maneira de resolvê-los”, insistiu o criador.

Os clientes interessados, homens com idade entre 25 e 35 anos, não explicaram por que precisam desses cinturões, mas “a razão é óbvia”, afirmou Efe Kelvin Omondi.

Omondi ainda fez a seguinte comparação: “É como a pessoa que compra remédios. O que ela quer é curar o resfriado”.

Os cintos de castidade que pretendem fazer sucesso em Nairobi querem adaptar-se aos novos tempos e às novas necessidades da sociedade queniana: servir como protecção das vinganças de mulheres que sofrem infidelidades.

“Não se deve esquecer de manter a chave longe da esposa, senão não serve de nada”, lembrou o inventor do novo produto.

Bom, este novo acessório dá que pensar… será bom ou nem por isso?

Homens, pelo sim pelo não, achamos que deviam ponderar a hipótese de ter um destes cintos em casa! Que dizem disto?

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