A vida sem telemóvel

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São poucas as pessoas que, hoje em dia, não tenham um telemóvel, um computador, um tablet ou qualquer outro aparelho electrónico. É verdade ou não?

Agora as pessoas são todas muito tecnológicas e muito comunicativas.

As pessoas são cada vez mais dependentes de todas estas invenções tecnológicas! 1 hora sem ter o telemóvel na mão? É impossível…quer dizer, a não ser que estejamos a dormir.

Mas existe um lugar no mundo onde as pessoas vivem de maneira diferente. Vivem de maneira mais calma e sem depender dos smartphones. Não há cá redes sociais nem nada dessas invenções que estão na moda.

Sim, é verdade, parece impossível no mundo de hoje mas é mesmo real. Fica a oeste da capital americana, Washington, lá para o lado das montanhas Allegheny. Quando quiserem viajar até lá vão chegar e descobrir uma grande área sem sinal de telemóvel.

Sabem como se chama esta zona? É a Zona Nacional de Rádio Silencioso, com 34 mil quilómetros quadrados sem sinal de rádio.

Quando as pessoas decidem viajar até lá o que acontece? Quando o carro chega a esta zona, o rádio pára de tocar e tudo o que se consegue ouvir é estática. Nos telemóveis claro que a situação não é muito diferente. Não há sinal nenhum. E bem que podem fazer aquela figurinha de andar de braço estendido à procura de rede porque não a vão encontrar.

Quando chegamos às montanhas, olhamos em frente e descobrimos logo um objecto gigante. Encontramos o telescópio Robert C Byrd Green Bank – ou GBT. E olhem que este ‘pequeno’ brinquedo é mais alto que a Estátua da Liberdade, de Nova Iorque, e tem uma superfície de cerca de 9.000 metros quadrados.

Este telescópio precisa de silêncio de rádio e paz nas ondas eléctricas para pode poder trabalhar em condições.

A Zona do Silêncio, que foi criada em 1958, protege o telescópio de interferências e também protege o maior posto de escuta da Agência Nacional de Segurança, que fica próximo daquela zona.

O GBT é muito sensível e pode detectar ondas de rádio emitidas milissegundos depois do nascimento do universo. Mas, quando um sinal viajou tanto, vindo de um passado tão distante, pode facilmente encobrir o sinal. Milissegundos? Como é que isso é possível?

“O telescópio tem a sensibilidade equivalente a um bilionésimo de bilionésimo de milionésimo de um watt…a energia libertada quando um único floco de neve cai no chão. Qualquer coisa feita pelo homem iria encobrir o sinal”, afirma Mike Holstine, gerente do local onde fica o telescópio.

Logo a Zona do Silêncio é muito importante. E como já tínhamos dito antes, as pessoas que moram nesta zona têm uma vida muito diferente da nossa. Pelo menos têm uma vida muito diferente do resto dos americanos. Estes moradores não possuem telemóveis, micro-ondas, aspiradores, monitores de bebés, qualquer coisa que possa causar interferências.

“Qualquer tipo de dispositivo eléctrico pode causar interferência”, disse Chuck Niday, que patrulha o Condado Pocahontas, onde moram 8.000 pessoas, mesmo no centro desta zona tão sossegada. Chuck procura constantemente interferências de radiofrequência.

“Uma coisa que lembro, que pode causar muitos problemas, é um aspirador de pó – o tipo do motor que usam gera muitas faíscas”, disse Chuck. Quando acontece alguém usar, por exemplo, o aspirador, Chuck costuma pedir, com jeitinho, à pessoa para desligar o aparelho para não causar transtorno ali na zona.

 “Não temos poder policial, isto é feito pela agência federal conhecida como Comissão Federal de Comunicações. Tudo o que podemos fazer é pedir para desligarem o dispositivo e, 99% das vezes, fazem-no”. As pessoas também sabem o que a casa gasta, logo acatam o pedido do senhor patrulha.

Mas sabem o que faz este homem com a sua esposa nos tempos livres? Eles apresentam um programa de jazz na Rádio das Montanhas Allegheny. Chuck conseguiu bloquear a antena para não afectar o telescópio, uma operação complexa que não seria possível para telemóveis. E assim, consegue ter o seu próprio programa de rádio e entreter as pessoas.

Quem se atreve a visitar este sítio? Melhor, quem é que gostaria de lá morar?

Conseguiam abandonar tudo o que já viveram até agora com as tecnologias para viver assim? Num mundo sem telemóveis e bastante pacato?

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